Daí que essa história de querer dançar já vinha de muito longe. Quando pequena, já fui me enrolando nas cortinas dos teatros e acabei por me encantar pela vida atrás da ribalta. Claro que, adulta, fui me enredar em outros caminhos pois, já que a vida é cheia de graça, os amores nunca são singulares. Da minha profissão não abro pois nela sou feliz. Mas, depois de apagada a lousa e assinado o diário de classe, aventuro-me em outros casos. O teatro sempre foi o mais assíduo deles. E realmente, não há nada como reinventar-se cada dia em um novo personagem. A dança, sempre considerei uma prima distante e inatingível, um reino de corpos esculpidos e neuróticos. Apesar de ter afirmado minha imagem enquanto identidade e verdade própria, eu ainda tinha os meus pequenos preconceitos comigo mesma. Quem não os têm? Enfiar-se em polainas e sapatinhos parecia algo feito pra outra gente, nunca para mim. Há de se convir que a idealização da realidade nos faz mais miseráveis que ela mesma poderá algum dia nos fazer.
Mas o grande trunfo de ter opiniões é que podemos mudá-las: ao conhecer a dança flamenca, encontrei nesta uma grande possibilidade de matar a tal da curiosidade, fugindo um pouco dos 'redutos do medo' - "A gorda no Ballet só poderia ser zoeira"; "Dança do Ventre é coisa de magrinha"; "Dança de Salão é só pra casal!"; -, numa modalidade que, pra mim, não tinha nenhum preceito.E aí, a descoberta: dança não é questão de tamanho do corpo, mas sim da mente! Ainda bem que opiniões mudam e eu não enterrei meu corpinho GG numa culpa infinita de mostrar a barriga, a canela, o cotovelo...
Aqui, então, decidi compartilhar algumas situações e experiências +size no mundo da dança. Atualmente faço aulas de Flamenco e Dança do Ventre. Mais atualmente ainda comecei o Ballet. E isso é uma coisa louca e absurda, afinal, até semana passada eu não me imaginava de collant e sapatilha.
Essa lista ainda vai crescer (Sapateado, Jazz, Forró, Rockabilly...), com muita calma e comprometimento... Me acompanha?
#yougogirl! #revoltaflashdance
